sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Adeus ano velho, que venha o ano novo!!!



2026 chegou e pra mim ele chegou tímido, afinal passei a virada dormindo. Há muito tempo eu precisava dormir como dormi nas festas de final de ano. Assumo que recebi uma ajudinha pra isso mas o acompanhamento médico está aqui, firme e forte.

Não vim aqui falar de promessas para o novo ano e muito menos do que eu imagino que me aguarda para esse ano, vim aqui agradecer o ano de 2025, que ó, está de parabéns! Se tem uma coisa que 2025 me mostrou é que eu sou muito mais forte do que eu imaginava, que ano!

2025 me testou de todas as formas possíveis e imagináveis, foi um ano onde eu aprendi muito, perdi algumas coisas e pessoas, encerrei ciclos, comecei outros, me desafiei, fui desafiada, chorei litros e litros a ponto de deformar o rosto, ainda choro de vez em quando mas nada comparado ao que chorei naquela metade do ano (e óbvio que choro enquanto escrevo esse texto, mas tento segurar pra não borrar a maquiagem). Saí de emprego, comecei em outro, relações terminaram, outras tantas começaram e umas tantas foram fortalecidas, estando perto ou longe.

Ah 2025 como você foi bruto e tão necessário!

Aprendi com você que o luto é um sentimento, ou melhor, um momento, realmente pesado e cada luto vivido é vivido de uma maneira, com sensações, pensamento e reações diferentes. A mesma pessoa, sente cada luto de uma forma e na grande maioria das vezes, não se pode parar para viver aquele momento, como a própria vida. A gente vai vivendo o luto e vivendo a vida ao mesmo tempo, com o peito cheio de sentimentos, a voz muitas vezes embargadas, os olhos cheios de lágrimas mas não temos a opção de parar, apenas vamos com fluxo e vamos disfarçando como podemos e conseguimos. Uma maquiagem mais pesada, um sorriso forçado, um "tá tudo bem" e vamos levando um dia dolorido de cada vez!

Aprendi também que um passo a frente, jamais terá volta, por mais que você volte naquele lugar que deixou pra trás, nada será da mesma forma e muitas vezes nem será possível voltar. Será que você deve voltar? O hábito, o confortável do conhecido gritam pra você voltar e você até quer e tenta mas racionalmente você sabe que não deve, seu caminho em frente é seu e para que você consiga seguir, você tem que soltar muita coisa pra trás.

É difícil, é dolorido, é desafiador, é solitário e nesse solitário aprender a diferença de solidão e solitude é complexa mas é aquela coisa, como não temos muita opção, seguimos em frente tentando disfarçar. Os sentimentos e pensamentos que passam pela cabeça fazem a gente pirar e, ainda bem, tenho uma rede de apoio que me aturou e ajudo nesse momento, mesmo quando me afastei e queria apenas sumir.

Agora o que me resta é reaprender! Reaprender que eu sou, quem eu quero ser e quem eu posso ser, reaprender a gostar de mim, a cuidar de mim, a olhar com mais carinho, amor e cuidado pra mim, aprender a falar não, obrigada. Aprender a me colocar na frente mesmo que cause algum desconforto a terceiros e quartos, a falar com tranquilidade. 

É, 2026 será desafiador e espero que assim como eu seja gentil comigo.

Feliz virada de ano pessoal, sabemos que o ano novo é só depois do carnaval, nosso reveillon será em 18/02 e vamos que vamos.





segunda-feira, 28 de julho de 2025

A calça do Dobok

 



Preciso vir aqui mais vezes, é bom escrever! É bom colocar pra fora. Vamos lá!

Pra quem não sabe, eu sou praticante de tae kwon do, já fui bem boa nisso inclusive, mas hoje faço mais pela atividade física e sanidade. E não, nós não usamos kimono, usamos dobok. Até já tive um idêntico a esse ai da foto!

Há um tempo tirei aquela cordinha que amarra pra calça não cair e fiquei meses sem lembrar disso, até dar uma geral no meu armário e achar a calça, a cordinha e pensar: "Hummm vou colocar essa corda, dá pra usar essa calça ainda".

Tentei na cara, coragem e nózinho, kkkkkkkkkkkkkkkkkkk, óbvio que não consegui, procurei um grampo de cabelo, daqueles básicos com as pontinhas com bolinhas. Pensei, vai me ajudar a passar mais fácil guiando.

De fato me ajudou, facilitou bem mas o trabalho foi meu. Precisei recomeçar algumas vezes e assim o fiz, tirava tudo e começava de novo. Em alguns pedaços da calça ficava difícil, as vezes até duro mas eu ajeitava daqui, mudava dali e o grampo com a cordinha ia passando, algumas vezes agarrava, raspava e dava aquela aflição nos dentes, eu mudava o ângulo, o jeito e continuava. E assim fui até chegar na emenda da calça!

Aquela emenda foi um desafio, porque além do tecido da calça ser mais firme, ali juntava as metades da calça, logo, era o dobro de tecido, muito mais firme e mais difícil. Tentei de todas as formas, subia e descia o grampo, mudava o ângulo, forçava e não deu, não passou na emenda. Lógico que aquilo me irritou e pela primeira vez, consegui me questionar o por que da minha irritação. Não ia ser uma cordinha e uma calça que iam me tirar do sério. Consegui me acalmar, fui tomar uma água e assumo que muito a contra gosto, voltei com a tesoura. E sim, eu cortei a calça.

Cortei um pedacinho ali perto da emenda abrindo espaço pra poder ver a situação e conseguir terminar de passar a cordinha, e quando forcei o grampo pra passar percebi que não passava não pela emenda mas pelo fato de que do início da calça ali naquele buraquinho até aquela emenda, por dentro do "túnel da corda" o grampo perdeu as bolinhas que protegiam as pontas e arranhava e raspava tudo o que tinha pela frente, inclusive um pedacinho de tecido que foi embolando com o restante e realmente não iria passar ali. Foi quando eu percebi como foi bom ter cortado, por que eu pude ver o que estava acontecendo e a partir dali eu conseguiria achar uma solução.

Precisei recortar algumas pontas, liberar espaços e finalmente consegui passar a cordinha na emenda, até a próxima emenda. E o que aconteceu? Agarrou de novo. Já sabendo que um pequeno corte seria necessário, o fiz, apenas por saber que seria mais fácil e rápido conseguir terminar de passar a cordinha na calça. Cortei sem pensar duas vezes e tão logo o fiz, a mesma situação da primeira emenda, muita coisa junta, embolada, dificultando a passagem do grampo que direcionava a corda. Foi muito mais fácil liberar espaço ali, eu já sabia o que me esperava e já sabia como lidar e talvez até de forma mais prática e ágil e assim o fiz passando a cordinha.

Até que finalmente eu consegui terminar de passar a corda no cós da calça. Estava ali, satisfeita com o resultado até que abri a calça e vi os dois pequenos cortes ali na parte interna do cós. Assumo, aqueles dois pedacinhos de pano faltantes me incomodou. Me incomodou porque a minha calça já não era a mesma que um dia eu comprei lá atrás. Ela tinha dois buracos, feitos, propositalmente, por mim. Foram segundos longos, que o incômodo queria se instalar e eu não deixei. Já fui atrás de linha e agulha pra poder costurar os buracos.

Costurei os buraquinhos, um de cada vez, fechando toda extensão, mínima, deles. Mais uma vez abri a calça na minha frente, mantendo segura com as mãos e reparei os buraquinhos costurados e a calça apesar das costuras, está lá (no armário de roupa suja pra lavar). Vou poder continuar treinando com ela, mesmo costurada, ela continua fazendo aquilo o que ela tem que fazer. 

Eu espero de verdade, conseguir costurar todos os buraquinhos que foram feitos, pra facilitar a resolução das coisas e continuar a usar as calças mesmo depois de pequenos reparos. E se realmente não for possível usar as calças, com os pequenos reparos, que os treinos permaneçam e que eu continue a cuidar das minhas calças e blusas, além de saber que todo treino foi bom. E as vezes cortar é preciso, às vezes elas rasgam sozinhas. Mas não perdem seu valor pelo remendo que colocamos ali.

Que nunca falte tempo, paciência, cuidado, linha e agulha!

X O X O


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

EITA!!!

 



EITA! E põe eita nisso. 

Percebi que fiquei anos sem aparecer por aqui e quanta coisa eu deixei de "falar" nesse tempo, fazendo com que a imagem acima seja exatamente uma mostra de como eu estou hoje.

Muita coisa aconteceu, obviamente, e muita coisa eu nem sei se vou lembrar de colocar aqui afinal, minha memória já não está tão afiada.

Vamos lá, tentaremos um resumão!

Nesses anos que não estive por aqui, eu troquei de emprego na mesma empresa, me casei, passamos por diversas provações, troquei de psicólogo, aumentei a minha equipe médica multidisciplinar, fui julgada por isso, meu pai faleceu, cheguei nos 40, quebrei, surtei, pessoas chegaram, pessoas se foram, passando por mais provações estou e uma coisa que eu me peguei pensando com tudo isso é que 90%, se não mais, de tudo o que a gente vive, são relações interpessoais e vou te falar, não é fácil.

Pessoas são diferentes (graças à Deus), valores, criação, vontades, desejos e tantas outras coisas e eu assumo, não sou fácil de se conviver. Tinhosa, cabeça dura, exigente, gosto de tudo do meu jeito, de controlar as coisas e detesto ser controlada. Oh que novidade!

Outra coisa que eu, também, percebi é como a minha relação comigo mesma é a mais difícil de todas. Como eu sou exigente comigo mesma, como eu quero que tudo seja do meu jeito e como eu sofro com isso. Essa necessidade se dá pelo simples fato de tentar poder ter a resolução de todos os cenários possíveis para evitar frustrações e desregulações. Quem me conhece sabe, minha vida é de excessos. Ou tudo é muito, muito mesmo, ou simplesmente nada, o tal do meio termo não existe, e não é porque eu não queira e sim porque a aceleração aqui é rápida. E quando a coisa "esquenta" voltar ao normal não é simples, qualquer coisa, palavra é jogar gasolina na fogueira. 

Ah Nathalia, você tá falando isso para usar de desculpas pelas coisas.
Queria que fosse, de verdade. Quem sabe assim, eu não me martirizaria tanto, não me puniria tanto e não desacreditaria tanto em mim mesma. Eu não sei olhar pra mim com carinho, com cuidado e zelo. Acreditar em mim é difícil, como se eu não fosse capaz,, que eu não pudesse receber boas e melhores coisas.

Ontem por exemplo, após alguns dias bons, tranquilos, de sentimentos bons, por uma situação pequena, que eu já sei como vou resolver inclusive, tive uma crise de pensamentos intrusivos que me fizeram colocar em cheque tudo o que tenho sentido, vivido e presenciado nos últimos dias. O pior, não são os pensamentos chegarem, são eles fazerem morada e eu acreditar neles, como se eu fosse a pior das pessoas. E eu acredito neles, o peito aperta, o choro chega e a sensação de invalidez e incapacidade toma conta de uma forma irreal onde só a minha cabeça acredita naquilo e eu acabo cedendo.

Eu quero conseguir olhar pra mim com mais carinho, cuidado, merecimento e amor, acreditar em mim como as pessoas ao meu redor acreditam. Eu quero ser a minha maior incentivadora ao invés de sabotadora. Me saboto absurdamente (já escrevi sobre por aqui).

Se você leu até aqui, obrigada e desculpa qualquer coisa, a imagem lá de cima me representa.

Beijo da gorda! xoxoxox




terça-feira, 5 de abril de 2022

A tempestade passa!

 

As imagens podem ter direitos autorais.


Meu Deus! Há quanto tempo eu não passava por aqui pra escrever (reclamar, comentar, falar ou afins). A última vez foi em outubro do ano passado e uma coisa eu posso apontar, o tempo passa muito rápido, credo.

Vamos ao que interessa.

Essa semana, tive mais uma sessão com o Pedro (meu psicólogo) e comentei com ele que me sentia bem como há muito não me sentia. Que me sentir colorida, capaz de me olhar no espelho  e que eu, finalmente, comecei a me reconhecer. Acho que pela primeira vez em anos.

A sensação era que eu tinha um nuvem, igualzinha a da foto, em cima da minha cabeça, comigo, ali, durante 24 horas do dia. Pesada ela, nossa. Porém, hoje, a sensação que eu tenho é que esse nuvem continua por aqui (tcharam) num tamanho muito menor e sem grandes tempestades, talvez num tamanho e localização suficientes apenas para fazer uma sombra mais confortável.

Significa que eu estou 100% no meu melhor? Óbvio que não. E nem quero estar. 100% é perfeição, e perfeição não existe ou se existir é meio que inalcançável. Entendi que o bem feito é diferente do perfeito e tenho trabalhado muito pra deixar feito e quando possível bem feito. Afinal, quem faz mal feito faz duas vezes, e fazer uma já tá complicado, imagina ter que fazer duas?!?

Ainda preciso trabalhar em muitas outras coisas, eu sei. Como eu também sei que conseguir enxergar a evolução, me questionar, entender meu lugar e o que me pertence e o que não me pertence e o mais importante de tudo, não pegar o que de fato não me pertence pra mim. Tem sido uma  jornada cansativa mas ao invés de desistir, estou aprendendo a descansa, a dançar na chuva e a caminhar no ritmo que me é possível. Sabendo que a tempestade passa.

Beijo da gorda!

XOXOXOXO

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Autossabotagem!




Pela definição do Dicionário Online de Português, autossabotagem é uma substantivo femino com a seguinte definição: Processo de sabotagem que alguém faz a si mesmo, falando especialmente das ações que uma pessoa faz e que acabam por prejudicá-la de alguma forma, essas ações geralmente são inconscientes.

Quando chega no ponto que você tem consciência da sua autossabotagem mas não consegue evitar, a sensação não é das melhores. E o interessante é que o esforço é o mesmo seja pra me autossabotar ou para trabalhar em prol do resultado desejado.
Geralmente as crises, se é que posso chamar de crise, vem logo após resultados positivos, sensações de dever cumprido, reconhecimento pessoal e afins. 

O dia seguinte é que são elas. A sensação de angústia, não merecimento, o "acorda" bons sentimentos e coisas não são pra você! Como diz o Pedro, a satisfação na insatisfação é grande. Tenho trabalhado diariamente para mudar essa programação mas em alguns dias, o cinza toma conta e um buraco se abre no peito. Mesmo sabendo que correr contra o vento, com o buraco no peito faz um barulhinho que pode até ser legal, a sensação de sucumbir é forte. O ciclo vicioso é confortável e eu quero e preciso muito do desconforto para mudar. Reza a lenda que quando estamos desconfortáveis mudamos.  Eu quero muito enxergar essa mudança para melhor mas só percebo o retrocesso.

Como desprogramar minha mente nisso? É uma pergunta que me faço diariamente e queria que fosse fácil como o tal dos 21 dias para ter um novo hábito. São anos tentando e ainda não foi. Tá indo? Espero que sim, já entendi que é um dia de cada vez. Pra tudo. 

E vamos que vamos! 

Um passo de cada vez!

Um dia, mesmo que cinza, de cada vez! Caminhando, respirando e tentando não pirar!

Para o alto e avante o/



sexta-feira, 9 de julho de 2021

A calça flare que não cabia

 


Toda mulher sabe como é ruim não caber, entrar ou fechar uma roupa. Uma calça jeans então, é pior ainda. Bom pelo o menos pra mim.

Depois de muitos anos em um ramo empregatício no qual uniformes me eram fornecidos, hoje, eu trabalho num lugar onde uniforme não é obrigatório, apesar de eu já estar montando uns pra mim, porque eu não sou daquelas que se preocupa muito com roupa, gosto de sapatos mas voltemos. Ah além de tudo ainda fui vacina contra o COVID-19 (VIVA O SUS).

Além da licença poética de engordar, surtar, chorar, sair e voltar de muitos lugares nessa pandemia, um lugar ainda não consigo sair em definitivo. Trabalhando para isso estamos mas tá osso. Enfim, voltemos pra calça flare.

Hoje, tenho dois pares de calça jeans, o que pra mim é o suficiente, tenho apenas duas pernas. E com isso, acabei "ganhando" uma calça. A tal da calça flare. Apesar da numeração estar correta, 46, sim uso manequim 46, às vezes 44, às vezes 48 mas é nessa média ai (todas as mulheres que chegaram até aqui me entendem). Ah, ganhei uma blusa também. E nem a calça e nem a blusa me serviam. Não pelo tamanho, apesar da calça ter ficado um pouco mais justa na cintura, nenhuma das duas peças me serviram.

Mas Nathalia, reza a lenda de que "De cavalo dado, não se olha os dentes". Realmente não se olha mas não era um cavalo, eram peças de roupa que não me serviam e ficariam ali paradas e acumuladas no armário. 

Falei com todas as letras, obrigada pelas peças mas não vou usar. Não servem. A blusa era feira e o modelo da calça nunca foi um modelo que eu gostei mas sempre usei, já que não pagava por elas. Hoje eu posso pagar por elas e quando pago, compro modelos, tamanhos, cores e cortes que me servem. 

Existiu um drama, óbvio, pela perda de poder mas eu também tive o meu poder. Eu não só posso, como mereço tê-lo. Afinal, é o meu corpo, a minha vida, meu gosto e minhas escolhas (ainda preciso afirmar isso pra mim, diariamente, pra sustentar mas tem dia que não é fácil).

É isso, estar, usar, ser e viver o que me cabe! O que eu quero, o que eu gosto e o que eu permitir.

Caber! Essa é a pedida.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

03 de Maio

 

miltonjung.com.br


Há 7 anos, 03 de maio se tornava um dia que eu, pra sempre, lembraria. Dia 03 de maio de 2014, um sábado de outono foi o dia que eu dei o último beijo naquela testa. Vó Santa (sim, minha avó materna se chamava Santa) havia descansado e nós também. Foi uma vida longeva, com seus altos e baixos, perregues, risadas e causos e quantos causos, fica pra outra hora. Nesse dia 03 de maio também descobri que é aniversário de uma pessoa importante na vida do meu bebê. Tato e Bibi, amo vocês. Parabéns Bibi, muitos anos de vida.

Hoje, dia 03 de maio de 2021 minha vó Gilica, Angélica o nome dela, mãe do meu pai, receberá sua última homenagem com a sua matéria entre nós. Que ela, também, descanse em paz. Minhas avós, de sangue, sempre tiveram algumas proximidades apesar de toda à distância e apesar de toda a diferença, pelo o que eu me lembro e me contam, se davam bem. Mulheres, de um jeito ou de outro sempre tentam, ou não, se ajudar. Acredito ou quero acreditar, que nesse caso, sim, elas se ajudavam/ram.

As relações que eu tinha com elas eram completamente diferentes, apesar da similaridade, sim eu sei, afinal vó santa morava comigo e desde que eu me lembro, foi assim. Já a vó gilica, morávamos em estados diferentes e a distância física acabou aumentando a distância afetiva mas ainda assim, minhas avós. Que estejam bem onde estiverem.

Sendo assim, nesse momento reflexivo, acho que consigo colocar em prática o que Pedro (meu psicólogo) sempre diz, escreva. Coloque pra fora e o que a imagem que eu achei, reflete muito bem. O barulho interno.

PQP! O meu e sim, egoísta nível blaster, o meu é muito alto (não posso falar dos/pelos outros) e eu nunca tinha reparado nele, sempre estive em lugares barulhentos, consciente ou não, mas sempre gostei do barulho, lugares silenciosos sempre me foram angustiantes. Talvez pelo fato so silêncio fazer com que o meu barulho se destacasse. E eu, sempre, tentando abafá-lo. Só que agora, eu não consigo mais e acho que nem quero mas lidar com ele, C-NHOR, tá tenso.

A pandemia chegou, montou morada e pelo andar da carrugem, não vai embora tão cedo e com isso tivemos que nos adaptar. Por causa dela, o desemprego chegou pra grande maioria, eu inclusive, mas apesar de desempregada eu não deixei de trabalhar, o que de certa forma é muito bom. Sendo assim, mais tempo em silêncio, comigo, eu tenho estado e com isso, esse barulho está ensurdecedor, no peito a angústia e a vontade de chorar não passam, os olhos vivem inchados, a vontade de virar um casulo é absurda e apesar disso, ainda escuto do Pedro: "Pra quem não quer fazer nada, você faz muita coisa."

Pior de tudo, que tenho que concordar. Comecei outra faculdade, sim agora estou, pelo o menos tentando, cursar dois cursos superiores ao mesmo tempo, EAD? Ead, mas ainda assim dois cursos superiores que de certa forma se complementam. Continuo trabalhando em hotel, sendo filha, namorada, amiga, mesmo assumindo que nenhum desses papéis tenho feito da melhor forma que posso mas tentando. E é basicamente isso, tentativas. A vida é feita delas.

Mas ai, você que chegou até aqui, deve estar pensado: "Tá Nathalia, mas o que tudo isso que você falou até aqui tem a ver com peso, balança e afins???"

Pior que engolir a comida, é engolir a comida por engolir o sentimento, o lugar de fala, o seu lugar. É tentar a perfeição, se exaurindo para chegar a tal mesmo sabendo que ela não existe. É estar disponível pra todo mundo menos pra si. Isso me faz pesada. Isso me faz sentir dor, física e emocional. Isso me fez entender que a leveza que eu busco não é estimada no peso de uma balança. Sim, quero e preciso emagrecer, por toda carga de saúde que o sobre peso afeta mas o peso que eu quero eliminar não é mensurado por quilos e gramas, apesar dele refletir na balança.

Lidar com as emoções não é fácil, entendê-las é pior ainda mas, necessário. Entender de onde vem a raiva, o grito, o medo, entender que assim como os aplicativos drenam a bateria do celular, as nossas emoções, as ruins principalmente, drenam a nossa energia. A minha já exauriu e assim, tô aqui, tentando aprender a lidar pra pelo o menos zerar a parada e começar a recarregar de forma positiva.

Magra, de fato, eu nunca serei, até porque quando eu fui, não me reconheci mas quero ser saudável e definitivamente, mais leve.

Vamo que vamo.